28.1.17

Ignorar a Verdade?


“A Verdade reside em nós. Por mais que a ignoremos, por mais que fujamos, um dia, cedo ou tarde, ela se apresenta incólume e absoluta.
Você pode aceitá-la livremente e colher ótimos frutos no fim da colheita.  Mas, você também pode construir a sua verdade, acelerar a colheita e provar imediatamente os frutos. Entretanto, além de correr o risco de provar um fruto ruim, amanhã você não terá nem boa colheita e nem sementes para germinar.      
Fugir da verdade com uma pseudoverdade só lhe trará, no futuro, a infelicidade.” 

 Com Deus você é mais forte
e jamais estará sozinho,
com Deus nem mesmo a morte
findará o seu caminho.



Renato Oliveira                agosto de 2016




22.1.17

Vida após o parto



No ventre de uma mãe havia dois bebês. Um perguntou ao outro:

"Você acredita em vida após o parto?"

O outro respondeu: "É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde."


"Bobagem", disse o primeiro. "Não há vida após o parto. Que tipo de vida seria esta?"

O segundo disse: "Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora."


O primeiro retrucou: "Isto é um absurdo. Andar é impossível. E comer com a boca!? Ridículo! O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação."

O segundo insistiu: "Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico."


O primeiro contestou: "Bobagem, e além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá? O parto é o fim da vida e no pós-parto não há nada além de escuridão, silêncio e esquecimento. Ele não nos levará a lugar nenhum."

"Bem, eu não sei", disse o segundo, "mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós."


O primeiro respondeu: "Mamãe? Você realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora?"

O segundo disse: "Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir."


Disse o primeiro: "Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe."

Ao que o segundo respondeu: "Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente ouvir, você poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa lá de cima."



Foi assim que o escritor húngaro Útmutató a Léleknek explicou a existência de Deus.


17.1.17

Os verdadeiros culpados



Sim, nós somos os verdadeiros culpados
e não há nada que advogue a nosso favor;
tudo o que colhemos por nós foi plantado
e o resultado é esse atual quadro de horror.

Erros e mais erros foram replicados,
'em nome da igualdade', 'em nome do amor';
Discurso mentiroso, farsante, dissimulado
que o povo alienado, sem hesitar, abraçou.

Sim, nós somos os verdadeiros culpados,
somos os responsáveis por essa onda de terror;
A guerra civil e a ineficiência do estado
são só reflexos do que nossa inércia causou.

Fomos permissivos, passivos e amuados,
vendo o mal se espalhar sem nenhum pudor;
Agora quem é do bem se encontra encurralado
enquanto os ignóbeis espalham ódio e rancor.

Sim, nós somos os verdadeiros culpados,
mas, não estamos sós a despetalar essa flor;
Erramos como erraram nossos antepassados
e ensinamos os mais jovens a adular quem errou.

Até quando vamos nos permitir ser enganados?
Será que nossa dignidade não tem mais valor?
Não podemos mais permanecer acomodados,
pois o que mais querem é que sejamos robôs!



Somos os verdadeiros culpados...

O que faremos para minar esse estrago?




Renato Oliveira              17 de janeiro de 2017





13.1.17

Argumento Moral (para a existência de Deus)


Você pode ser bom sem Deus? 
Vamos descobrir.
Você vê um gato preso em cima de uma árvore e o ajuda a descer. Incrível! Aí está: prova inegável de que você pode ser bom sem acreditar em Deus.

Mas, espere, a pergunta não é "Você pode ser bom sem acreditar em Deus?"; a pergunta é "Você pode ser bom sem Deus?"

Aqui está o problema!
Se Deus não existe, qual fundamento permanece para que bem  ou mal, certo ou errado, sejam objetivos?

Se Deus não existe, os valores morais objetivos não existem.

E aqui está o porque: sem um ponto de referência objetivo, não temos como dizer que algo está realmente para cima ou para baixo. A natureza de Deus fornece um ponto de referência objetivo para os valores morais; é o padrão ou standard no qual todas as ações e decisões são medidas, mas, se não há Deus, não há nenhum ponto de referência objetivo; tudo que temos é o nosso ponto de vista, que não é mais válido do que o ponto de vista de qualquer outra pessoa. Esse tipo de moralidade é subjetiva e não objetiva; é como uma preferência por sorvete de morango, a preferência está no sujeito, não no objeto, por isso não se aplica a outras pessoas. 

Da mesma forma, a moralidade subjetiva só se aplica ao sujeito; não é válida ou obrigatória para qualquer outra pessoa. Assim, "em um mundo sem Deus, não pode haver nenhum mal e nenhum bem. Nada além de indiferença cega e impiedosa." (Richard Dawkins, ateu, biólogo evolucionista, membro emérito do New College, Oxford).

Deus manifestou a sua natureza moral para nós em forma de mandamentos; eles fornecem o fundamento para deveres morais, por exemplo, o atributo essencial de Deus, o amor, é expresso em seu mandamento "Ama teu próximo como a ti mesmo". Este mandamento fornece um fundamento sobre o qual podemos afirmar a bondade objetiva da generosidade, abnegação e igualdade, e da mesma forma podemos condenar a maldade objetiva da ganância, do abuso e da discriminação. 
Isso levanta um problema: algo é bom só porque Deus assim quer ou Deus  quer algo porque é bom?
A resposta é: nenhum. Em vez disso, Deus quer alguma coisa porque Deus é bom. 

Deus é o padrão dos valores morais. 
Assim como um espetáculo musical ao vivo é o padrão para uma gravação de alta fidelidade; quanto mais uma gravação soa como original, melhor ela é. Da mesma forma, quanto mais perto uma ação moral está em conformidade com a natureza de Deus, melhor é. 

Mas, se o ateísmo é verdadeiro, não existe um padrão definitivo e então não pode haver obrigações ou deveres morais. Quem ou o que estabelece tais deveres sobre nós? Ninguém.

Lembre-se: para o ateu, seres humanos são apenas acidentes da natureza. Animais altamente evoluídos. Mas, os animais não têm obrigações morais um para com o outro; quando um gato mata  um rato, ele não está fazendo nada moralmente errado, o gato está apenas sendo um gato. 

Se Deus não existe, então devemos ver o comportamento humano da mesma forma; nenhuma ação deveria ser considerada moralmente certa ou errada. Mas, o problema é: bem e mal, certo e errado existem?
Assim como a nossa experiência sensorial nos convence que o mundo físico é objetivamente real, a nossa experiência moral convence-nos de que os valores morais são objetivamente verdadeiros. 

Toda vez que você diz: "Hei, isso é uma injustiça,  isso é errado!", você afirma sua crença na moralidade objetiva. Estamos todos bem conscientes de que o abuso de crianças, a discriminação racial e o terrorismo são errados para todo mundo, sempre. Isto é apenas uma preferência ou uma opinião pessoal? 
Não.


"O homem que diz que é moralmente aceitável estuprar criancinhas está tão errado quanto o homem que diz 2 + 2 = 5" (Michael Ruse, ateu, filósofo da Ciência, prof. na Universidade Estadual da Flórida) 


Isso tudo equivale então a um argumento moral a favor da existência de Deus. 

Se Deus não existe, valores e deveres morais objetivos não existem. 

Mas, os valores e deveres morais existem. Portanto, Deus existe. 


O ateísmo não fornece um fundamento para a realidade moral que cada um de nós experimenta todos os dias. 

Na verdade, a existência de moralidade objetiva nos aponta diretamente para a existência de Deus.


Reasonable Faith with William Lane Craig - ReasonableFaith.org/moral







6.1.17

A Sintonia Fina do Universo (Reasonable Faith)


Das galáxias e estrelas, até os átomos e partículas subatômicas, a própria estrutura do nosso universo é determinada por esses números:

Velocidade da luz: c=299,792,458 m/s
Constante Gravitacional: G=6.673 x10-11 Nm2/kg2 
Constante de Planck: 1.05457148 x 10-34 m2 kg s-2
Massa-Energia Planck: 1,2209 × 1019 GeV
Massa do Elétron, Próton e Nêutron: 0.511; 938.3; 939.6 MeV
Proporção de Massa de Elétron para o Próton: 1836.15. 1/2 
Constante Gravitacional de Acoplamento: 5,9 x10  
Constante Cosmológica: (2.3x10-30 eV)-4
Constante de Hubble: 71 km/s/Mpc
Valor esperado do Vácuo de Higgs: 246 GeV

Estas são as Constantes e Quantidades fundamentais do universo. 


Os cientistas chegaram à chocante conclusão que cada um desses números foi cuidadosamente marcado em um valor surpreendentemente preciso, um valor que se encaixa em uma faixa muito estreita que permite a vida. Se qualquer um destes números fosse alterado em até mesmo um fio de cabelo, nenhuma vida física interativa de qualquer tipo poderia existir  em qualquer lugar. Não haveria estrelas, vida, planetas e nenhuma química.

Considere a gravidade, por exemplo; a força da gravidade é determinada pela Constante Gravitacional F=G m1m2 r2.  Se esta constante variasse apenas uma em 10 elevado a 60 partes, nenhum de nós existiria.

Para entender como extremamente estreita é esta faixa que permite a vida, imagine um mostrador dividido em 10 elevado a 60 incrementos.
Para entender quantos pontos minúsculos no mostrador isso representa, compare com o número de células de seu corpo ou  com o número de segundos que se passaram desde que o tempo começou.
Se a Constante Gravitacional estivesse fora de sintonia por apenas um desses infinitamente   pequenos incrementos, o universo teria se expandido e se destruído tão rapidamente que nenhuma estrela poderia ter se formado e a vida não poderia existir; ou teria entrado em colapso sobre si mesmo com o mesmo resultado: sem estrelas, sem planetas, sem vida.

Ou considere a taxa de Expansão do Universo; isto é governado pela Constante Cosmológica. Uma alteração do seu valor, por meramente uma parte em 10 elevado a 120 partes, faria com que o universo se expandisse muito rapidamente ou muito lentamente. Em ambos os casos novamente o universo não permitiria a vida. 

Ou outro exemplo de Sintonia Fina: Se a massa e a energia do universo primitivo não fossem distribuídas uniformemente para uma precisão incompreensível de uma parte elevado em 10 elevado à décima potência, elevado a 123, o universo seria hostil à vida de qualquer espécie. 

O fato é que o nosso universo permite a vida física e interativa somente porque este e muitos outros números foram independente e requintadamente equilibrados sobre um fio de navalha.


"Onde quer que os físicos olhem, eles veem exemplos de sintonia fina." 
(Sir Martin John Rees, astrofísico britânico).

"O fato notável é que os valores desses números parecem ter sido muito finamente ajustados para tornar possível o desenvolvimento da vida." 
(Stephen Hawking, físico britânico). 

"Se alguém afirma não ser surpreendido pelas características especiais que o universo tem, ele está escondendo a cabeça na areia. Estas características especiais são surpreendentes e improváveis." 
(David Deutsch, físico israelense).

Qual é a melhor explicação para este fenômeno surpreendente? 

Existem três opções possíveis; a Sintonia Fina do Universo se deve ou a Necessidade Física, ou Acaso, ou Design

Qual dessas opções é a mais plausível?

De acordo com a alternativa "Necessidade", o universo deve permitir vida; os valores exatos destas constantes e  quantidades  não poderiam ser diferentes. Mas, isso é plausível?
Um universo que proíbe a vida é impossível? Longe disso. Não é apenas possível, é muito mais provável do que um universo que permite a vida. As constantes e as quantidades não são determinadas pelas leis da natureza. Não há nenhuma razão ou evidência para sugerir que a Sintonia Fina é necessária.

Que tal o "Acaso"? Será que fomos muito, muito, muito sortudos? 
Não. As probabilidades envolvidas são tão ridiculamente remotas que colocam a Sintonia Fina bem além do alcance do acaso.
Assim, em um esforço para manter viva essa opção, alguns tem ido além da ciência empírica e optaram por uma abordagem mais especulativa conhecida como multiverso. Eles imaginaram um gerador de universos que cria um número tão grande deles que existem chances de eventualmente surgirem alguns que  permitem vida. 
No entanto, não há nenhuma evidência científica para a existência deste multiverso; não pode ser detectado, observado, medido ou provado. E o gerador de universos, em si, precisaria de uma enorme quantidade de Sintonia Fina.
Além disso, pequenas áreas de ordem são muito mais prováveis do que áreas grandes. Assim, o universo mais provável e observável seria pequeno, habitado por um único e simples observador. 
Mas, o que realmente observamos é o que menos esperamos: um vasto universo, espetacularmente complexo, altamente ordenado e habitado por milhares de milhões de observadores, ou seja, mesmo que o multiverso existisse,  que é um ponto discutível, não faria nada para explicar a  Sintonia Fina. 

Dada a improbabilidade na Necessidade Física ou Acaso, a melhor explicação para porque o universo é finamente sintonizado para a vida, pode muito bem ser que ele foi projetado dessa forma.


"Uma interpretação de senso comum dos fatos, sugere que um superintelecto mexeu com a física... e que não existem forças cegas dignas de se comentar a respeito na natureza. Os números que se calculam a partir dos fatos parecem-me tão avassaladores a ponto de quase não poder questionar esta conclusão." 
(Fred Hoyle, astrônomo britânico)


"Existe para mim poderosa evidência de que há algo acontecendo por trás de tudo... parece como se alguém detalhadamente afinou os números da natureza para fazer o universo. A impressão do design é esmagadora." 
(Paul Davies, físico britânico)


"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite." 
(Rei Davi) Salmo 19:1-2


Reasonable Faith    reasonablefaith.org/




5.1.17

Novo passado presente em sua história


Eis o novo!

Olha você cometendo os mesmos erros de novo!
Fazendo de velhas atitudes, atitudes atuais;
mais uma vez procurando cabelo em ovo,
perdido em suas contradições perceptuais.



Morre o passado!

Mas, você atrela-se a ele, desesperado,
não consegue dele se separar;
torna-se um 'contemporâneo ultrapassado';
novas ideias ou descobertas você vai sempre rejeitar.



Eis o passado, eis o presente!

Eis a realidade que você consente:
só o seu orgulho permanece igual;
és o dono da razão e o ser mais inteligente
e só a minoria que te segue é de fato racional.



Eis o futuro, o futuro que te espera!

Uma realidade que aos poucos te degenera,
baseada em erros que você insiste em repetir.
Mas, você no fundo sabe que sua oratória não é sincera
e cedo ou tarde sua ilusão há de sucumbir.



Eis a sua vida e a sua história!


Não existem frutos, nem louros, nem glórias,
só os estragos causados pelas suas bandeiras
e pela defesa das indefensáveis doutrinas ilusórias;
eis a sua vida jogada fora: ruína eterna, derradeira...




Renato Oliveira              04 de janeiro de 2017