2.5.13

Os mascotes do Palmeiras



PERIQUITO
O Periquito é o mascote oficial do Palmeiras, adotado desde os seus primeiros anos, quando ainda era Palestra Italia. Segundo o estatuto do clube, o periquito foi adotado como mascote por causa da comum coloração verde e, também, por esse passarinho existir em abundância onde o clube está localizado, além de ser um pássaro de origem brasileira.
Vale lembrar que o mascote nada tem a ver com o personagem da Disney, o Zé Carioca, que é um papagaio. Aliás, o palmeirense é bem mais antigo e foi desenhado em São Paulo.
Depois do Palestra Italia, vários outros clubes que têm a cor verde em seus uniformes, também acabaram adotando o periquito como mascote (entre estes, o Goiás Esporte Clube).





PORCO

O Porco foi adotado como mascote em 1986 e apesar de hoje ser bastante popular entre a torcida, o porco encontrou muita resistência antes de ser assumido pelos torcedores, principalmente os mais velhos. É que antigamente, chamar qualquer palmeirense de porco era uma ofensa gravíssima. Durante a 2.a Guerra Mundial, entre o período de mudança de nome de Palestra Italia para Palmeiras, os rivais chamavam o Palmeiras de porco pelo fato deste clube ser de origem italiana e a Itália ser inimiga do Brasil na guerra. Os fascistas eram chamados de porcos e injustamente o time de futebol do Palmeiras, repito, por ser de origem italiana era assim insultado pelos rivais. E assim, o clube que nada tinha a ver com a guerra foi bastante hostilizado nessa época, simplesmente por chamar-se Palestra Italia; foi obrigado a mudar de nome e, somente pela resistência de seus diretores e torcedores da época, não foi extinto. Essa foi a origem do apelido porco. Outras equipes como o Cruzeiro de Minas Gerais (que aliás, também se chamava Palestra Italia) e o Esporte Clube Pinheiros (que se chamava Germânia) também foram hostilizados dessa forma.

Vale destacar também que no Campeonato Paulista de 1969, o Corinthians perdeu 2 jogadores de seu elenco devido a uma fatalidade. O clube pediu à Federação Paulista de Futebol a inscrição de outros 2 jogadores, porém, os dirigentes do Palmeiras na época, devido a grande rivalidade, foram os únicos que não concordaram. No clássico que sucedeu o episódio, torcedores corinthianos, em protesto ao que chamaram de 'sujeira', soltaram um porco dentro do Estádio Morumbi, durante a partida. Esse acontecimento reacendeu o porco usado como forma de ofensa à torcida palmeirense, o que perduraria vários anos.
Até que, em 1983, o então diretor de marketing do clube, João Roberto Gobbato teve a ideia de assumir de vez o porco como segundo mascote do Palmeiras. Obviamente  a ideia foi de imediato rechaçada e só depois de 3 anos de diálogos, ele conseguiu convencer os diretores do clube de que a sua ideia, além de tirar uma arma dos rivais, serviria também para diminuir a violência entre os torcedores que não aceitavam ser chamados de porcos.
Depois de uma reunião com membros das 2 principais torcidas organizadas, a TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras) e a Mancha Verde, além de alguns jogadores, João Roberto Gobbato conseguiu enfim, permissão para 'lançar' o porco como mascote.
No dia 27 de agosto de 1986, um dia depois de completar 72 anos, no jogo Palmeiras X Corinthians, válido pelo Campeonato Paulista, a torcida gritava nas arquibancadas: "E dá-lhe porco, e dá-lhe porco, olê, olê, olê". O mascote foi 'pé quente' e o Palmeiras venceu o clássico, eliminando o arquirrival da competição. 



A capa da Revista Placar de 10 de novembro de 1986 estampava o atacante Jorginho segurando um porco e a manchete era: O Palmeiras quebra um tabu: "Dá-lhe Porco!". 
Pois é, o tabu estava quebrado e o porco foi enfim, aceito.






HULK

O Incrível Hulk é uma espécie de mascote não-oficial; o personagem da Marvel é constantemente associado ao Palmeiras pelos torcedores, principalmente por causa da sua cor verde, pela força e pela grandeza.
É sabido que quanto mais bravo, mais forte e grande o Hulk fica.






matéria:  Renato Curse


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