31.10.12

O complexo mundo do submundo



Marginais e assassinos,
Traficantes e bandidos;
Um mundo cheio de contradições,
Drogas e violência, transações.

O complexo mundo do submundo.




Crimes na obscuridade,
Chacinas e impunidade,
Tráfico confundindo autoridade,
Medo nas grandes cidades.

O complexo mundo do submundo.




Vidas desvalorizadas,
Corpos e mentes controladas.
A polícia e as leis não fazem nada,
No submundo a justiça é comprada.

O complexo mundo do submundo.



Renato Curse              1.998


29.10.12

Metade (Oswaldo Montenegro)

Essa letra simplesmente dispensa comentários.



 Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio;

Que a música que ouço ao longe seja linda, ainda que em tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade;

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,      apenas respeitadas, como a
única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo;

Que essa minha vontade de ir embora se transforme
na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão;

Que o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,   a outra metade eu não sei;

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito;
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo,   mas a outra metade é cansaço;

Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer;
Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção;

E  QUE A MINHA 'LOUCURA' SEJA PERDOADA
PORQUE METADE DE MIM É AMOR E A OUTRA METADE TAMBÉM.




26.10.12

Mané Garrincha, o gênio das pernas tortas



A história de Garrincha serve para nos mostrar, principalmente, o quanto a vida é incerta e imprevisível; que a fama e o glamour podem levar a rumos completamente ignorados, caminhos que em momentos de glória, jamais se ousa imaginar. No caso de Garrincha, virtudes tão nobres como a humildade e a simplicidade, aliadas à sua ingenuidade, talvez tenham sido (além do álcool), as responsáveis por sua decadência.
Manoel Francisco dos Santos, o craque de pernas tortas (empenadas para a direita), nasceu em 28 de outubro de 1.933, na cidade de Pau Grande, a 50 quilômetros do Rio de Janeiro.
Garoto simples e alegre, Mané passou a infância brincando, aprontando e fazendo aquilo que o consagraria anos mais tarde: jogando futebol. Também adorava caçar passarinhos, aliás, o apelido Garrincha (nome de um tipo de ave) ele ganhou nessa época, de amigos, nas redondezas onde morava.
Mas, caçador de passarinhos não podia ser o futuro reservado para Garrincha, afinal ele era um gênio com a bola nos pés.
A primeira grande chance foi quando o famoso lateral-esquerdo Nilton Santos, do Botafogo (RJ), o viu jogar num time rival: “Quando vi aquele cara torto na ponta-direita, não dei um centavo por ele. Na primeira bola que recebeu, porém, me deu um drible entre as pernas e fez o gol. Aí me disseram que era um tal de Mané Garrincha.”, conta.
Foi Nilton Santos que recomendou à diretoria do Botafogo a contratação de Garrincha; sem dúvida  uma das maiores contratações do time, já que em bem pouco tempo lá estava ele com a camisa 7 e suas hábeis pernas tortas, dando ao Botafogo muitas alegrias.
Mas, naqueles anos dourados do futebol, o talento de Garrincha não poderia ficar restrito a um clube estadual, e nem seria justo.
E lá foi ele, no auge de seus 25 anos de idade, defender o Brasil na Copa do Mundo de 1.958, sediada na Suécia. Apesar da televisão não ser tão comum naquela época, o futebol já era uma mania nacional e, na sintonia dos aparelhos de rádio, dá para imaginar a grande emoção e a euforia que tomaram conta do país. Ao lado de craques como Pelé, o próprio Nilton Santos, Didi, Vavá, Zagallo, entre outros, Mané Garrincha fez a nação enlouquecer com seus dribles incríveis, ajudando a dar à seleção brasileira o primeiro título mundial. Na final o Brasil venceu a Suécia por 5 x 2.
Quatro anos depois, na Copa do Mundo de 1.962, sediada no Chile, a agilidade e a versatilidade de Garrincha estariam mais acentuadas ainda. Pelé se machucou no início do campeonato, ficando fora de várias partidas até a final, dando a Garrincha responsabilidade dobrada. E ele deu conta do recado com um verdadeiro espetáculo de bola, deixando milhares de pessoas boquiabertas com suas jogadas. Não podia ser de outro jeito: o Brasil se tornou bicampeão vencendo a Tchecoslováquia por 3 x 1.
Porém, na Copa de 66, sediada na Inglaterra, a última disputada por Garrincha, ele já não parecia estar tão bem fisicamente; a seleção brasileira acabou sendo derrotada nas oitavas de final (a própria Inglaterra foi campeã naquela Copa).
Alguns problemas físicos foram diminuindo o ritmo de seu futebol e naquele mesmo ano (1.966) fora dispensado pelo Botafogo. Em seguida passou por outros times (entre eles Corinthians e Flamengo) mas deixava as diretorias a desejar, sendo também dispensado por todos.
Em pouco tempo, Garrincha se entregou completamente ao alcoolismo e a partir de 1.973 (já alcoólatra), passou a depender de doações e da caridade alheia. Quase tudo que havia conquistado financeiramente acabou perdendo em conseqüência do vício, na boemia.
Em três de seus muitos casos de amor – o casamento de mais de 10 anos com Nair, a primeira esposa; a amante Iraci; a cantora Elza Soares e Vanderlea, a última mulher – Garrincha foi pai de 13 filhos (sendo 10 do sexo feminino).
Sobre sua personalidade pacata e carismática, mesmo quando estava embriagado, Vanderlea conta que “ele só queria saber de conhaque Dreher; chegava a cair na rua, mas continuava sendo um doce de pessoa.”.
Mané Garrincha morreu no dia 20 de janeiro de 1.983, aos 49 anos, numa clínica do Rio de Janeiro, vítima de cirrose hepática provocada pelo consumo excessivo do álcool.
Por muito pouco, um dos maiores craques do futebol brasileiro não foi enterrado como indigente!

Renato Curse                             janeiro de 2.001


* Texto publicado na edição # 13 do Informativo Mix Cultural, de 03 de fevereiro de 2.001







23.10.12

O prazer na Gentileza



“SE CONSEGUISSE ESQUECER ALGUNS DEVANEIOS

E SENTISSE, SEM MÁGOAS, LIBERTO DO MAL,

SEM RESSENTIMENTO E SEM RECEIOS,

O PALADAR – SÓ EXTERNO – DO SAL,

LEVADO À LÍNGUA, SEM ENLEIO,
PELA ROTA LACRIMAL,
DEPOIS DE UM TERNO GESTO MORAL,
O HOMEM TERIA, EM SEU MEIO,
MUITO MAIS PRAZER EMOCIONAL,
PROPICIANDO COM ISSO TAMBÉM,
MAIS PRAZER ALHEIO.”


Renato Curse                  agosto de 2.001

20.10.12

Um mundo de outro jeito



Ainda não me cansei de idealizar um mundo sem guerras, um mundo sem violência, um mundo sem preconceitos, sem ditaduras, sem desigualdade social, sem fome, sem miséria.
Um mundo em que os sonhos pudessem ser realizados.
Um mundo habitado somente por boas pessoas; pessoas de caráter, pessoas que realmente se importassem com outras pessoas.
Um mundo onde todas as crianças fossem plenamente felizes e aprendessem logo cedo a alimentar o bem.
Um mundo onde os jovens fossem mais compreendidos e onde tivessem mais oportunidades; onde tivessem voz ativa.
Um mundo onde todos os seres humanos pudessem envelhecer felizes, sem preocupações, sem privações.
Um mundo onde os animais não sofressem tantos maus tratos; não fossem meras cobaias de usufruto humano.

Sei que provavelmente este mundo é uma utopia e nunca chegará a ser de fato uma realidade.
Mas não podemos nos cansar ou desistir de idealizá-lo, pois só o ser humano é verdadeiramente capaz de transformar e mudar as coisas por aqui, no nosso planeta.
Pequenas atitudes ou pequenas mudanças de atitude podem sim acarretar em grandes mudanças a nível mundial.
Quem sabe ainda não possamos contemplar e viver em um mundo sem guerras, violência, preconceitos, ditaduras, desigualdade social, fome, miséria...

Ainda não me cansei de idealizar um mundo assim.



Renato Curse             15 de setembro de 2.012


18.10.12

Eternamente Belchior



Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, conhecido simplesmente como Belchior (Sobral, 26 de outubro de 1946), é um cantor e compositor brasileiro. Foi um dos primeiros cantores de MPB do nordeste brasileiro a fazer sucesso nacional, em meados da década de 1970.



Carreira
Durante sua infância, no Ceará, foi cantador de feira e poeta repentista. Estudou música coral e piano com Acaci Halley. Seu pai tocava flauta e saxofone e sua mãe cantava em coro de igreja. Tinha tios poetas e boêmios. Ainda criança, recebeu influência dos cantores do rádio Ângela Maria, Cauby Peixoto e Nora Ney. Foi programador de rádio em Sobral.
Em 1962, mudou-se para Fortaleza, onde estudou Filosofia e Humanidades. Começou a estudar Medicina, mas abandonou o curso no quarto ano, em 1971, para dedicar-se à carreira artística. Ligou-se a um grupo de jovens compositores e músicos, como Fagner, Ednardo, Rodger Rogério, Teti, Cirino entre outros, conhecidos como o Pessoal do Ceará.
De 1965 a 1970 apresentou-se em festivais de música no Nordeste. Em 1971, quando se mudou para o Rio de Janeiro, venceu o IV Festival Universitário da MPB, com a canção Na Hora do Almoço, cantada por Jorge Melo e Jorge Teles, com a qual estreou como cantor em disco, um compacto da etiqueta Copacabana. Em São Paulo, para onde se mudou, compôs canções para alguns filmes de curta metragem, continuando a trabalhar individualmente e às vezes com o grupo do Ceará.
Em 1972 Elis Regina gravou sua composição Mucuripe (com Fagner). Atuando em escolas, teatros, hospitais, penitenciárias, fábricas e televisão, gravou seu primeiro LP em 1974, na gravadora Chantecler. O segundo, Alucinação (Polygram, 1976), consolidou sua carreira, lançando canções de sucesso como Velha roupa colorida, Como nossos pais (depois regravadas por Elis Regina) e Apenas um rapaz latino-americano. Outros êxitos incluem Paralelas (lançada por Vanusa)e Galos, noites e quintais (regravada por Jair Rodrigues). Em 1979 no LP Era uma Vez um Homem e Seu Tempo (Warner) gravou Comentário a respeito de John (homenagem a John Lennon), também gravada pela cantora Bianca. Em 1983 fundou sua própria produtora e gravadora, Paraíso Discos, e em 1997 tornou-se sócio do selo Camerati. Sua discografia inclui Um show – dez anos de sucesso (1986, Continental) e Vicio elegante (1996, GPA/Velas), com regravações de sucessos de outros compositores.
Em 2009, a Rede Globo noticiou um suposto desaparecimento do cantor. Segundo a Globo, o cantor havia sido visto pela última vez em Abril de 2009, ao participar de um show do cantor tropicalista baiano Tom Zé, realizado em Brasília. Turistas brasileiros afirmam terem-no encontrado no Uruguai em julho do mesmo ano. As suspeitas foram confirmadas quando Belchior foi encontrado no Uruguai, de onde concedeu entrevista para o programa Fantástico, da Rede Globo. Na entrevista, o cantor revelou não haver desaparecido e estar preparando, além de um disco de canções inéditas, o lançamento de todas as suas canções também em espanhol.



Discografia
1971 - Na Hora do Almoço (Copacabana - Compacto)
1973 - Sorry, Baby (Copacabana - Compacto)
1974 - Mote e Glosa (Continental - LP)
1976 - Alucinação (Polygram - LP/CD/K7)
1977 - Coração Selvagem (Warner - LP/CD/K7)
1978 - Todos os Sentidos (Warner - LP/CD/K7)
1979 - Era uma Vez um Homem e Seu Tempo (Warner - LP/CD/K7)
1980 - Objeto Direto (Warner - LP)
1982 - Paraíso (Warner - LP)
1984 - Cenas do Próximo Capítulo (Paraíso/Odeon - LP)
1986 - Um Show: 10 Anos de Sucesso (Continental - LP)
1987 - Melodrama (Polygram - LP/K7)
1988 - Elogio da Loucura (Polygram - LP/K7)
1990 - Projeto Fanzine (Polygram - LP/K7)
1991 - Divina Comédia Humana (MoviePlay - CD)
1991 - Acústico (Arlequim Discos - CD)
1993 - Baihuno (MoviePlay - CD)
1995 - Um Concerto Bárbaro - Acústico Ao vivo (Universal Music - CD)
1996 - Vício Elegante (Paraíso/GPA/Velas - CD)
1999 - Autorretrato (BMG - CD)
1999 - Alucinação
2002 - Pessoal do Ceará (Continental / Warner - CD)
2008 - Sempre (Som Livre - CD)

Fonte: Wikipédia








15.10.12

Dúvidas



TENHO DÚVIDAS SOBRE A VIDA,

TENHO DÚVIDAS SOBRE A SOCIEDADE,

EU DUVIDO DO PODER CAPITALISTA,

MAS NÃO DUVIDO DA REAL LIBERDADE.





TENHO DÚVIDAS SOBRE A MISÉRIA,
TENHO DÚVIDAS SOBRE O SISTEMA;
EU DUVIDO QUE O GOVERNO
VENHA A RESOLVER NOSSO PROBLEMA.


TENHO DÚVIDAS SOBRE TUDO
QUE ESTÁ AO MEU REDOR,
POIS TUDO O QUE VEJO
PASSA DE RUIM PRA PIOR!


SÓ NÃO DUVIDO DA REVOLTA,
DA REVOLTA POPULAR;
SÓ COM ELA EU ACREDITO
QUE ISSO TUDO POSSA MUDAR.


  



* texto publicado no “Agonia Revoltante!”, edição 4,
em Agosto de 1.994


9.10.12

Assim como as pessoas da minha idade



Como todas as pessoas da minha idade
eu tinha planos, eu tinha sonhos...
Gozava de toda a minha liberdade,
e ninguém nunca me viu tristonho.

Assim como as pessoas da minha idade,
revezava-me entre euforia e folia,
rebelde eu era sim, porém sem maldade,
espalhava risos, festa e alegria.

Como todos que tinham a minha idade,
esbanjava saúde, beleza e coragem,
vivia a vida com toda intensidade,
o que para alguns era libertinagem.

Como as pessoas da minha idade,
o que eu mais queria era ‘curtição’;
entre as minhas maiores necessidades,
a maior delas era a diversão.

Mas, um dia, alguém também da minha idade,
cruzou meu caminho com uma arma na mão,
eu, sem pensar, reagi à abordagem,
levei um tiro no coração.



Renato Curse         10 de setembro de 2.007

7.10.12

Mulher...



"MULHER...

por onde você for;

  esteja onde estiver,

serás sempre a eterna flor

que o amor 'florífero' quer;

Com sutileza, inteligência, primor 

e garra pro que der e vier, 

já traz na alma a beleza de expor 

a grandeza de seu nome...
   
MULHER !



Renato Curse             março/2001







5.10.12

Velhos Interesses de Guerra



Submerso  na  guerra,
distante  de  tudo,
agredindo  a  Terra
num  jogo  absurdo.
Promovem  disputas
poderosos  insanos,
jogando  mais  gente
no  açougue  humano.


Por  que  cooperar?
Por  que  disputar?
Por  que  guerrear?
E  por  que  matar?






Fanatismo  em  massa
do  Estado  de  loucos;
e  ideias  de  guerra
vão  surgindo  aos  poucos.
Novas  estratégias,
velhos  interesses;
que  bom  se  a  guerra
nunca  acontecesse.


Por  que  cooperar?
Por  que  disputar?
Por  que  guerrear?
E  por  quem  matar???



Renato Curse            03 de maio de 1.998



3.10.12

Eternamente Janis Joplin



 Janis Lyn Joplin (Port Arthur, 19 de Janeiro de 1943 — Los Angeles, 4 de Outubro de 1970) foi uma cantora e compositora norte-americana. Considerada a "Rainha do Rock and Roll", "a maior cantora de rock dos anos 60" e "a maior cantora de blues e soul da sua geração", ela alcançou proeminência no fim dos anos 60 como vocalista da Big Brother and the Holding Company e, posteriormente, como artista solo, acompanhada de suas bandas de suporte, a Kozmic Blues e a Full Tilt Boogie.
Influenciada por grandes nomes do jazz e do blues como Aretha Franklin, Billie Holiday, Etta James, Tina Turner, Big Mama Thornton, Odetta, Leadbelly e Bessie Smith, Janis fez de sua voz a sua característica mais marcante, tornando-se um dos ícones do rock psicodélico e dos anos 60. Todavia, problemas com drogas e álcool encurtaram sua carreira.
Morta em 1970 devido à uma overdose de heroína, Janis lançou apenas quatro álbuns: Big Brother and the Holding Company (1967), Cheap Thrills (1968), I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969) e o póstumo Pearl (1971), o último com participação direta da cantora.



Biografia
Janis nasceu na cidade de Port Arthur, Texas, nos Estados Unidos. Ela cresceu ouvindo músicos de blues, tais como Bessie Smith, Leadbelly e Big Mama Thornton e cantando no coro local. Joplin concluiu o curso secundário na Jefferson High School em Port Arthur no ano de 1960, e foi para a Universidade do Texas, na cidade de Austin, onde começou a cantar blues e folk com amigos.
Cultivando uma atitude rebelde, Joplin se vestia como os poetas da geração beat, mudou-se do Texas para San Francisco em 1963, morou em North Beach, e trabalhou como cantora folk. Por volta desta época seu uso de drogas começou a aumentar, incluindo a heroína. Janis sempre bebeu muito em toda a sua carreira, e sua preferida era a bebida Southern Comfort. O uso de drogas chegou a ser mais importante para ela do que cantar, e chegou a arruinar sua saúde.
Depois de retornar a Port Arthur para se recuperar, ela voltou para San Francisco em 1966, onde suas influências do blues a aproximaram do grupo Big Brother & The Holding Company, que estava ganhando algum destaque entre a nascente comunidade hippie em Haight-Ashbury. A banda assinou um contrato com o selo independente Mainstream Records e gravou um álbum em 1967. Entretanto, a falta de sucesso de seus primeiros singles fez com que o álbum fosse retido até seu sucesso posterior.
O destaque da banda foi no Festival Pop de Monterey, com uma versão da música "Ball and Chain" e os marcantes vocais de Janis. Cheap Thrills de 1968 fez o nome de Janis, foi seu álbum de maior sucesso, continha a música Piece of my heart que atingiu o 1º lugar nas paradas da Billboard e se manteve na posição durante oito semanas não consecutivas.
Ao sair da banda Big Brother (final de 1968), Janis formou um grupo chamado Kozmic Blues Band, que a acompanhou no festival de Woodstock e gravou o álbum I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969), premiado como disco de ouro mas sem o mesmo sucesso de Cheap Thrills. O grupo se separou, e Joplin formou então o Full Tilt Boogie Band. O resultado foi o álbum Pearl (1971), lançado após sua morte, e que teve como destaque as músicas "Me and Bobby McGee" (de Kris Kristofferson), e "Mercedes-Benz", escrita pelo poeta beatnik Michael McClure.
As últimas gravações que Janis fez foram Mercedes Benz e Happy Trails, sendo a última feita como um presente de aniversário para John Lennon que faria aniversário em 9 de outubro, em entrevista, Lennon contou que a fita chegou em sua casa após a morte de Janis.


Janis Joplin no Brasil


Janis Joplin esteve no Brasil em fevereiro de 1970, na tentativa de se livrar do vício da heroína. Durante a sua estada, fez topless em Copacabana, bebeu muito, cantou em um bordel, foi expulsa do Hotel Copacabana Palace por nadar nua na piscina e quase foi presa, pelas suas atitudes na praia, consideradas "fora do normal".
Como era época de carnaval, tentou participar de um desfile de escola de samba, porém teve acesso negado por um segurança que desconfiou de sua vestimenta hippie. Janis teve uma breve relação amorosa com o rockeiro brasileiro Serguei.



Morte
No dia 3 de outubro de 1970, Janis visitou o estúdio Sunset Sound Recorders em Los Angeles, Califórnia, para ouvir o instrumental da música de Nick Gravenite, Buried Alive in the Blues, a gravação dos vocais estava agendada para o dia seguinte, pela noite ela foi para o hotel, no dia das gravações (4 de outubro) não apareceu no estúdio, então John Cooke (empresário da banda) foi até o hotel, onde a encontrou morta, vítima de overdose de heroína possivelmente combinada com efeitos do alcool. Sua morte ocorreu quando tinha apenas 27 anos. Foi cremada no cemitério-parque memorial de Westwood Village, em Westwood, Califórnia, e numa cerimônia, suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico.
O álbum Pearl foi lançado 6 meses após sua morte. O filme The Rose, com Bette Midler, baseou-se em sua vida.
Ela hoje é lembrada por sua voz forte e marcante, bastante distante das influências folk mais comuns em sua época, e também pelos temas de dor e perda que escolhia para suas músicas.



Discografia

Big Brother and the Holding Company
Big Brother & the Holding Company - 1967
Cheap Thrills - 1968
Live at Winterland '68 - 1999

Kozmic Blues Band
I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! - 1969

Full Tilt Boogie Band
Pearl - 1971

Big Brother and the Holding Company / Full Tilt Boogie Band
Joplin: In Concert - 1972


Fonte: Wikipédia







1.10.12

As maiores goleadas do Palmeiras




VEJA AS SETE MAIORES GOLEADAS DO PALMEIRAS, EM ORDEM CRESCENTE:







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MAIORES GOLEADAS DO PALMEIRAS SOBRE AS PRINCIPAIS EQUIPES PAULISTAS:










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MAIORES GOLEADAS DO PALMEIRAS SOBRE AS PRINCIPAIS EQUIPES CARIOCAS:





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MAIORES GOLEADAS DO PALMEIRAS SOBRE AS PRINCIPAIS EQUIPES MINEIRAS:



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MAIORES GOLEADAS DO PALMEIRAS SOBRE AS PRINCIPAIS EQUIPES GAÚCHAS:


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MAIORES GOLEADAS DO PALMEIRAS SOBRE AS PRINCIPAIS EQUIPES PARANAENSES:


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MAIORES GOLEADAS DO PALMEIRAS SOBRE AS PRINCIPAIS EQUIPES PERNAMBUCANAS:



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GOLEADAS MEMORÁVEIS:










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