31.12.11

Separação não é o Fim




E de repente a vida parece ter perdido o sentido,
aquele alguém se despediu, foi embora,
não está mais ao teu lado, não está mais contigo,
seus segundos são minutos, minutos parecem horas.


No fundo você sabe, não tem mais volta,
mas prefere se iludir, se enganar;
você ignora, não escuta, não se importa
com o que os outros vão falar.


Sonhos, projetos e planos
se desintegram sem nenhum talvez;
agora a linda frase “EU TE AMO”
parece-lhe até estupidez.


Você se entrega à depressão,
só pensa na pessoa amada;
sonha com a reconciliação
enquanto ela trilha outra estrada.


Mas será que vale a pena
viver assim tão desmotivado?
A verdade que você condena
é o que te deixa neste estado!


Se não foi, não era pra ser,
tente enxergar seu caso assim;
afinal de que lhe vale sofrer
se tudo chegou ao fim?


Essa pessoa não te merecia,
você encontrará alguém melhor,
e quando chegar esse dia
lhe brilhará um novo sol.


Para pôr fim a essa agonia,
além do tempo, algo mais óbvio:
TER A ESPERANÇA NUM NOVO DIA
E, PRINCIPALMENTE:  AMOR PRÓPRIO!


Renato Curse             05 de março de 2007


21.12.11

Amiga Eterna


Nasci para ser a sua melhor amiga,
te dar carinho, afago, proteção;
Livrar você de todo e qualquer perigo,
ser sua companhia quando houver solidão.



Fico muito triste quando você sai,
conto os minutos até você chegar,
e quando chega, essa tristeza se esvai;
e de alegria começo a pular.



Jamais me canso com a sua presença,
nem me chateio quando grita comigo;
Sua atenção é minha maior recompensa;
você é meu pai, meu irmão, meu amigo.



Sua alegria é minha alegria,
Eu quero sempre te fazer feliz;
Até no tempo em que não te conhecia,
você era o pai que eu sempre quis.



 


Sei que também me ama de verdade,
por isso me julgo uma cachorra de sorte,
pois sei que no mundo há muita crueldade,
e tantas como eu, condenadas à morte.


Renato Curse                20 de dezembro de 2.011

(dedicado à minha inseparável companheira Sheidy)




19.12.11

Bakunin e o Anarquismo


Dentre as tantas doutrinas políticas existentes no mundo, desde as que sistematicamente vigoram, às que nunca foram praticadas ou as que já o foram e hoje adormecem em teorias, o Anarquismo talvez seja a mais incompreendida e, por consequência, a mais deturpada de todas elas.
Anarquia há muito já virou sinônimo de baderna, caos e desordem, talvez até por causa de suas proposições sociais, muitas delas tidas como violentas e terroristas (de fato algumas, como forma de prática revolucionária realmente são mais irascíveis).
Etimologicamente, a palavra Anarquia, originária do grego Anarke, significa “não governo” (An = não; Arke = governo) ou, “sem autoridade” e, toda sua base ideológica hoje constituída, deriva de antigas e contemporâneas doutrinas.  Já num longínquo passado, os filósofos chineses Lao Tse, Mo Ti, Chuang Tse e Hsun Tse, defendiam a abolição do Estado e de qualquer outra forma de dominação; no século XIV o inglês Thomas Morus defendia, no livro “Utopia”, a tese de que a propriedade privada era a principal causa das desigualdades sociais e, com o surgimento do Socialismo utópico (ou Romântico) defendido pelo inglês Robert Owen e os franceses Charles Fourrier e Sain-Simon no século XIX, o Anarquismo assumiu definitivamente o caráter de movimento político, tendo como seus principais precursores o francês Pierre-Joseph Proudhon (1809 – 1865) e o russo Bakunin, do qual agora falaremos.
Mikhail Aleksandrovich Bakunin nasceu no dia 30 de maio de 1.814, em Premukhino (Premujino), entre Moscou e São Petersburgo, uma província de Tver; o terceiro dos filhos do casal Alexandre Michajlovic Bakunin e Varvara Aleksandrovna Muraeiv.
De família nobre russa, Bakunin foi educado por professoras francesas e alemãs em sua própria casa até os 14 anos de idade, tendo aprendido, além de vários idiomas, a tocar violino.
Ainda em 1.828, Bakunin mudou-se para São Petersburgo e, no ano seguinte ingressou na carreira militar, entrando para a Escola de Cadetes da Artilharia, tendo recebido em 1.833 o posto de Alferes.
Por não demonstrar o interesse militar que seus superiores requeriam, em 1.834 Bakunin foi enviado para uma brigada na fronteira polonesa, como forma de punição. No ano seguinte, por desertar de uma missão militar no Tver, Bakunin foi expulso do exército.
Em março daquele mesmo ano, viajou para Moscou a fim de ampliar seus conhecimentos filosóficos (Kant, Fichte e Hegel na época eram seus filósofos prediletos) e, em 1.841, começou a estudar Filosofia na Universidade de Berlim. No ano seguinte, resolveu abandonar os estudos e partir para Zurique, na Suíça. É que suas aspirações haviam se voltado mais para os interesses político-ideológicos e, já com certa experiência em jornalismo – por  haver participado anteriormente dos jornais Telescópio e Observador, ambos de Moscou – Bakunin também foi intencionado a trabalhar para algum jornal suíço.
Em 1.843, atraído por idéias libertárias, começou a escrever sobre comunismo no jornal O Republicano Suíço e, em 1.844, depois de sair de Zurique e passar por Bruxelas, Bakunin passou a residir em Paris (França), onde conheceu o anarquista Proudhon (com quem manteria uma grande amizade), e também o principal fundador do Socialismo Científico (ou simplesmente Comunismo), Karl Marx.
Naquele mesmo ano, além de perder todos os seus títulos nobiliárquicos e militares, Bakunin foi condenado (à revelia) pelo governo russo, ao exílio.  Com suas campanhas revolucionárias ele começou a chamar a atenção das autoridades parisienses que, pressionadas pelo governo russo, decidiram em 1.847, expulsar Bakunin do território francês, de onde ele saiu em dezembro; voltou então para Bruxelas, dando continuidade à sua militância.  Após o triunfo da Revolução em Paris, dado em 24 de fevereiro de 1.848, Bakunin regressou à cidade. Mesmo sabendo que era procurado pela polícia prussiana, ele não abandonou sua luta libertária e, no ano seguinte, já em Dresden, participou assiduamente do levante popular que culminou com a invasão do Exército Prussiano.  Depois de fugir para Chemnitz, Bakunin foi preso no dia 9 de maio de 1.849 e transferido em agosto para a fortaleza de Königstein. 

Em janeiro de 1.850 ele foi condenado à pena de morte, porém em junho a pena foi comutada para prisão perpétua. Após dezenas de tortuosos interrogatórios e estadias nos presídios de Olmütz, Pedro e Paulo (São Petersburgo) – onde em 1.852 sofreu de hemorróidas e escoburto, causando-lhe a perda dos dentes – e Schulusselberg, em fevereiro de 1.857 foi lhe concedida a escolha de continuar preso ou ser exilado na Sibéria.
Bakunin saiu da prisão e se instalou em Omsk, capital da Sibéria ocidental, em abril. Em 1.858, aos 44 anos, casou-se com Antonia Kwiatkowski, uma jovem de 18 anos e, nos anos seguintes, a princípio meio que na esquiva, Bakunin continuou se empenhando na propaganda anarquista, tendo divulgado suas fundamentações em diversas localidades do mundo (Japão, São Francisco/Califórnia, Nova Iorque, Londres, Paris, Suécia, Genebra, Berna, Turim...).
Em junho de 1.868 Bakunin passou a fazer parte da Primeira Internacional (fundada em 1.864, em Londres), - onde entrou em acirradas divergências com Karl Marx - e atuou ativamente até ser expulso em 1.872.
Sua última ação revolucionária foi em 1.874, aos 60 anos, quando então participou de uma insurreição em Bolonha, à qual fracassou. Com a ajuda de amigos, fugiu para a Suíça (barbeado e disfarçado de padre) e se instalou em Berna, já com a saúde bastante debilitada; Bakunin sofria de asma, astenia cardíaca, amnésia, inchaço nas pernas, além de outras complicações.
Bakunin morreu ao meio-dia do dia 1.o de julho de 1.876, no hospital onde estava internado, em Berna, Suíça.
Suas principais obras literárias foram: “Deus e o Estado”, “Federalismo, Socialismo e Antiteologismo”, “O Estado e a Anarquia” e “Escritos contra Marx”.


Texto: Renato Curse          maio de 2.001

(Esse texto foi publicado na edição # 30 do Informativo Mix Cultural, de 02 de junho de 2.001)



VEJA: MATANDO OS FALSOS HERÓIS ESQUERDISTAS





16.12.11

Leva-me Vida...



LEVA-ME VIDA
E LAVA-ME COM TEUS ENCANTOS,
FAÇA DE MIM UM DURADOURO SER
PARA TEU MANTO;
PRESTIGIE-ME COM TUAS SURPRESAS,
COM TUA MAGIA, COM TUA BELEZA.


LEVA-ME, LEVA-ME VIDA,
DAI-ME FORÇAS PARA VENCER OS DESAFIOS,
OS OBSTÁCULOS, AS DISCÓRDIAS, OS VÍCIOS...


LEVA-ME, LEVA-ME, LEVA-ME VIDA,
CONDUZA-ME PARA BONS CAMINHOS,
FAÇA SUA PARTE QUE EU BEM FAREI A MINHA.




Renato Curse        16 de março de 2007


11.12.11

O mundo nas mãos de umas dez pessoas




“DIZ QUE A SITUAÇÃO É RAZOÁVEL;

DIZ, CÍNICO, QUE É BOA;

UM MUNDO TÃO BELO E ADMIRÁVEL

NAS MÃOS DE UMAS DEZ PESSOAS! 




JÁ PENSOU SE ENLOUQUECEM?

JÁ PENSOU SE ALGUÉM PIRAR?

OU SERÁ QUE VOCÊ SE ESQUECE

QUE ELES PODEM NOS MATAR?!”




Renato  Curse     11 de agosto de 2001


5.12.11

Palmeiras, Octocampeão Brasileiro

Wallpaper extraído do Site Oficial do PALMEIRAS 




Homenagem ao octo-campeão brasileiro Palmeiras.
Relembre os títulos de 1960, 1967(2), 1969, 1972, 1973, 1993 e 1994.
A Unificação dos títulos brasileiros (1959 a 1970) só veio legitimar o
que todo palmeirense já sabia: o Campeão do Século

é Octocampeão Brasileiro.











4.12.11

Pensamento Positivo!

(clique na imagem para ampliar)



NAS TURBULÊNCIAS, PROCURE DIRECIONAR SEUS PENSAMENTOS SOMENTE PARA O LADO POSITIVO, BUSCANDO EM EXPERIÊNCIAS PESSOAIS VIVIDAS O QUE DE MELHOR VOCÊ APRENDEU OU O QUE DE
 MELHOR LHE PARECER E LHE APARENTAR.
LEMBRE-SE QUE DE NADA VALE OU ADIANTA FICAR ‘QUEBRANDO A CABEÇA’ COM PROBLEMAS QUE AINDA NADA SENTENCIARAM SOBRE NADA.

A DIMENSÃO DA SUA CAPACIDADE DE SOLUCIONAR OU RESOLVER OS PROBLEMAS, NA VERDADE É MUITÍSSIMO MAIOR DO QUE OS PRÓPRIOS PROBLEMAS!

TENHA ISSO SEMPRE EM MENTE, ASSOCIADO A
UMA DOSE DE OTIMISMO E, TODOS OS PROBLEMAS QUE SURGIREM À SUA FRENTE NÃO MAIS LHE PARECERÃO TÃO GRANDES OU ASSUSTADORES.



Renato Curse            19.03.2007